quinta-feira, 26 de março de 2009

O Homem Deus




Antes de mais nada quero dizer que este post não tem a intenção de ofender nenhum católico, evangélico ou praticante de qualquer religião, acho a crença em alguma coisa algo essencial e inerente de qualquer ser humano, faz parte da capacidade de idealização, planejamento e busca pela felicidade. Não sou ateu, acredito em um ser superior, mas nem por issome deixo ser feito de peão por um bando de homens espertos que usam o otimismo como fonte de lucro.

Explicações a parte, devo dizer que este texto não é muito atual, muito menos inspirado. Apenas serve para registrar minha indignação com certas atrocidades cometidas pelos homens santos do iluminati, que se julgam portadores da voz divina (nada muito diferente dos faraós do Egito antigo que se diziam deuses na Terra e enterravam seus escravos vivos nas tumbas para proteger suas riquesas.).

Sim, sim, vou ser mais um "random" a escrever sobre a excomunhão da menina de 9 anos e bla bla bla, mas deixo os fatos, comentários e análises para os jornalistas e os orgãos de alienação em massa.

Um rat singer (rato cantor) eleito por um colégio de senhores sábios, dotados de direito divino dado pelo próprio Deus, em seu palácio de ouro puro, se julga versado em medicina, consultor de moda, crítico literário e de música e ainda por cima orientador sexual.

Um homem.

Um cara abalado mentalmente, com disturbios sexuais obvios, que estupra uma criança de 9 anos e a engravida.

Um homem.

Um médico pego de surpresa em sua sala no hospital, com a história escabrosa de uma menina de 9 anos estuprada, que agora espera gêmeos, e que se vê na decisão nada fácil de escolher entre a vida de uma das três crianças ou a morte de todas.

Um homem.

Um padre retrógrado, que se julga conhecedor de medicina, sem aparentemente nada de mais útil para fazer , que excomunga a criança de 9 anos, os pais e o médico e ainda declara que um crime é mais ediondo que o outro.

Um homem.


Um ser perfeito, insuperável, inatingível, dotado de misericórdia e sabedoria infinitas, mas que deve estar muito Puto da vida com a quantidade de babaquices, absurdos e estupidez que esses seres medíocres fazem e falam em seu nome.

Deus.


Eu, se fosse ele, desistia disso tudo e ia pra outro planeta começar de novo...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O anonimato da Sociedade


"Um país tem o governo que merece"

A sociedade brasileira tem ância pelo anonimato. Isso é fato comprovado pela mídia e pelos meios de comunicação, assim como pelas urnas eletrônicas.
O pensar coletivo não faz parte do repertório brasileiro. Seja no comportamento, seja nas atitudes políticas, seja na opinião pública.
O gigante esférico falou tá falado. O apresentador gordão e pedante levou pro palco, estourou.
Todos somos Big Brothers de nosso próprio quarto e as câmeras que nos vigiam são nossos refelxos nas janelas.EU, sei o que me interessa, mas não sei o que interessa ao próximo, assim como o próximo só se percebe no universo como um ponto referêncial, maior que os outros corpos astrais e ao redor do qual todos os astros giram, mesmo que só ele acredite nisso.
Uma nação de anônimos que se consideram celebridades. Quem dizem o que pensam apenas para si mesmo e acreditam que seu iBOPE é maior do que o dos melhores programas existentes.
Expressar sua idéia publicamente é um disperdício de fosfato que o Hommer Simpson não vai entender.Lutar pelos direitos forjados por pura obrigação e marketing não adianta nada, já que o tio da amiga do meu primo foi lá e não resolveu nada.
Sentar no trono do nosso apartamento, com a boca escancarada e não tão cheia de dentes assim, já que saúde bucal é só pra ricos, esparando a morte chegar é mais cômodo e faz parte. Afinal ser anônimo é o caminho para o sossego.
Este blog foi feito para anônimos. Anônimos que se conhecem tanto, que preferem expressar suas idéias e quem sabe, se tornar conhecidos para aqueles que realmente se interessam.
Aqui ninguém sairá naquela revista masculina, nem irá naquele programa do falador de besteiras dominicais. Aqui todos farão parte de uma sociedade anônima que deseja ser ouvida, pelos simples fato de ser ouvida e quem sabe, o anonimato conhecido inspire outros anônimos a se expressarem.
Venha para a nossa sociedade anônima.

Mas identifique-se.

Paulo Teixeira